terça-feira, 10 de julho de 2012

Símbolo da Fisioterapia do Trabalho 10/07/2012

Em 2010 tomei a liberdade de criar um símbolo para a Fisioterapia do trabalho que você pode encontrar facilmente pesquisando no google, apesar do sucesso do símbolo de 2010, resolvi aperfeiçoa-lo e publica-lo novamente no blog para que possa ser usado pelos Fisioterapeutas ou outras pessoas que estejam envolvidas com a fisioterapia do trabalho de alguma forma. Acredito que tenha ficado mais bonito e moderno, foi uma mudança sutil, porem fez uma grande diferença.

Obs: Não é um símbolo oficial ou possui qualquer relação direta ou indireta com qualquer órgão, entidade, associação ou conselho, foi criado apenas para simbolizar de uma forma diferente, uma das diversas áreas de atuação da Fisioterapia.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Banco do Brasil é condenado por dispensa de funcionário paraplégico



A 4ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho manteve, por unanimidade, a reintegração do funcionário dispensado pelo Banco do Brasil S.A. Ele passou por uma avaliação de rendimento antes de ser demitido. E o banco expôs os motivos pelos quais ele foi dispensado. O TST entendeu que não precisaria ser feita essa exposição. Mas como o banco agiu dessa forma, a existência ou não dos motivos pode resultar em nulidade do ato administrativo.

De acordo com o Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG), que decidiu pela nulidade do ato de dispensa, a avaliação não foi razoável. Isso porque o banco não ofereceu condições adequadas de trabalho ao funcionário, já que, devido a sua limitação, ele não poderia fazer tarefas que exigissem deslocamento constante ou flexão e extensão das pernas, fazer arquivamento ou subir e descer escadas.

Segundo o banco, o motivo da dispensa envolveu o baixo rendimento do empregado em questões de conhecimento técnico, comunicação, criatividade, dinamismo e senso crítico. No entanto, um laudo ergonômico descobriu que as atividades do funcionário envolviam deslocamentos de cerca de 30 metros e o uso de escadas. Outra avaliação revelou que o empregado não tinha problema algum de desempenho e que, pelo contrário, fazia suas funções a contento.

O ministro Vieira Mello Filho, relator do recurso, explica que não havia necessidade do banco justificar a demissão, conforme argumento usado pela instituição financeira no pedido de reforma da decisão. Porém, como o banco expôs razões do ato demissional praticado, ficam vinculados a elas os motivos determinantes. Assim, a existência ou não desses motivos pode resultar em nulidade do ato administrativo.

O relator ainda ressaltou a inadequação de aproveitamento do funcionário durante o contrato de experiência, reiterando que ele teve a deficiência ignorada. Lembrou ainda que a integração da pessoa com deficiência ao mercado de trabalho “impõe uma atenuação do critério econômico-administrativo da eficiência em favor do critério ético-social da inclusão.” Com informações da Assessoria de Imprensa do Tribunal Superior do Trabalho.

Fonte: http://www.conjur.com.br/2012-jun-20/banco-brasil-condenado-dispensa-funcionario-paraplegico

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Mais uma conquista da Fisioterapia. (Mais uma...)

O Ministério Publico do trabalho (MPT) fez uma ação civil publica contra uma grande empresa, 25 milhões de Reais, precisavam de um perito para analisar as condições ergonômicas da empresa, se estava conforme às normas. Dentre todos profissionais que trabalham com ergonomia (Medico, Engenheiro, Arquiteto, Fisioterapeutas e outros) de comum acordo, justiça, MPT e a reclamada escolheram um Fisioterapeuta, o Dr. José Ronaldo Veronesi Junior. Isto é FISIOTERAPIA!!! Isto é Fisioterapia do Trabalho!!

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Mais uma conquista da fisioterapia. - Perito Fisioterapeuta

Ontem soube de uma notícia que ao meu ver teve uma enorme importância para a fisioterapia. O estado de Minas Gerais abriu processo seletivo sem precedentes, com vagas para cadastro de reserva para o cargo de Fisioterapeuta perito. Espero que dentro de bem pouco tempo não exista mais qualquer tipo de dúvida por parte de juízes, advogados e até mesmo dos  médicos sobre a possibilidade e competência do profissional fisioterapeuta de atuar na realização de perícias em assuntos dentro de sua capacidade técnica, que é enorme, por sinal.
Parabéns aos Fisioterapeutas pelo espaço conquistado!

Notícia: http://www.planejamento.mg.gov.br/noticias/detalhenoticias.asp?Cod_Assunto=1&Seq_Noticia=4&Data_Noticia=13/06/2012

Editais: http://www.planejamento.mg.gov.br/governo/cont_peritos/selecaoperitos.asp

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Concurso Banco do Brasil SESMT. Postagem para divulgação de notas e compartilhamentos de opiniões a respeito das provas e gabaritos.

Como tenho visto certa dificuldade em encontrar locais para verificar a situação de notas de concorrentes e compartilhamento de opiniões sobre as provas de gabaritos lanço essa postagem com o intuito de servir como um fórum pra que possamos divulgar notas e saber a média de acertos pelo Brasil.
Tag: Banco do Brasil, SESMT Concurso, Fórum, Debate, Notas.
Essas São algumas notas as quais ja tive conhecimento para o cargo de técnico em Segurança do trabalho por região.
Tem essa lista que eu achei na internet, mas acabei de encontrar um ranking bem mais completo no link abaixo. Esse  ranking está separado por região. MUITO BOM!!!


https://sites.google.com/site/rankingtst/ranking-bb


Técnico em Segurança.

Não se sabe o polo:

Marcus Lopes: CB=21 / CE=24 / Total=45 (75%)
deutilt: CB = ? / CE = ? / Total = 40 (66,67%)
Joelmalara: CB = 15 / CE = 21 / Total = 36 (60%)
kamillasp: CB = 12 / CE = 28 / Total = 40 (60%)
vricieri 71.7%
Ane 70.0%
Mala 60.0%
clebarreto 60.0%

Pólo Sudeste (C04)
Amiga Sdl: CB = ? / CE = ? / Total = 46 (76%)
Amigo Sdl: CB = ? / CE = ? / Total = 30 (50%)

Engenheiro de Segurança.

Pólo Nordeste (C02)

Crom: CB = 22 / CE = 22 / Total = 44 (73,33%)
Cyklo: CB = 22 / CE = 21 / Total = 43 (71,67%)
rennan tarradt: CB = 25 / CE = 18 / Total = 43 (71,67%)
Joceilton: CB = 19/ CE = 23 / Total = 42 (70%)
Aguiar: CB = 17 / CE = 23 / Total = 40 (66,67%)
Pollyann@: CB = 21 / CE = 19 / Total = 40 (66,67%)
AKSP: CB = 22 / CE = 18 / Total = 40 (66,67%)
riamburgo: CB = 20 / CE = 19 / Total = 40 (65%)
Peroba: CB = 20 / CE = 19 / Total = 39 (65%)
Daniel A.: CB = 25 / CE = 14 / Total = 39 (65%)
Engenheiro PE: CB = 17 / CE = 21 / Total = 38 (63,33%)
Leuname10a0: CB = 17 / CE = 21 / Total = 38 (63,33%)
Mile: CB = 19 / CE = 19 / Total = 38 (63,33%)
dlfilho: CB = 20 / CE = 17 / Total = 37 (61,67%)
Engenheira11: CB = 21 / CE = 13 / Total = 34 (56,67%)
bibop: CB = 14 / CE = 18 / Total = 32 (53,33%)
ESC1977: CB = 20 / CE = 12 / Total = 32 (53,33%)
Mayara: CB = 13 / CE = 16 / Total = 29 (48,33%)
gustavorda: CB = 12 / CE = 15 / TOTAL = 27 (45%)
Susane: CB = 14 / CE = 11 / Total = 25 (41,67%)

Pólo Sul (C03)

RAFAEL: CB = 23 / CE = 23 / Total = 46 (76,67%)
Aldo: CB = 23 / CE = 20 / Total = 43 (71,67%)
Felipe: CB = 21 / CE = 20 / Total = 41 (68,33%)
mgtb: CB = 18 / CE = 19 / Total = 37 (61%)
claubee CB = 17 CE = 19 / Total = 30 (60%)
EngSeg: CB = 21 / CE = 15 / Total = 36 (60%)

Pólo Sudeste (C04)

Legari: CB = 25 / CE = 22 / Total = 47 (78%)
Lecnac: CB=26/ CE=20 / Total = 46 (77%)
ARQDRIKA: CB = 26 / CE = 18 / Total = 44 (73,33%)
Teodolina: CB = 23 / CE = 20 / Total = 43 (71,67%)
Gfreitas: CB = 21 / CE = 20 / Total = 41 (68,33%)
Trilobite: CB = 22 CE = 17 Total = 39 (65%)
Amiga do Lecnac: CB = 21 / CE = 18 / Total = 39 (65%)
Sdl: CB = 19 / CE = 19 / Total = 38 (63%)
ROGERBH: CB = 19 / CE = 19 / Total = 38 (63%)
Arquisan: CB = 22 / CE = 16 / Total = 38 (63%)
EngSeguranca: CB = 18 / CE = 15 / Total = 33 (55%)
Antoniopuc: CB = 18 / CE = 17 / Total= 35 (58,33%)
Amiga Sdl: CB = 15 / CE = 15 / Total= 30 (50%)

Pólo Centro-Oeste (C05)

engenheira_df: CB=23/ CE=20/ Total= 43 (71%)
cami1a: CB = 21 / CE = 20 / Total = 41 (68,33%)
andrevelosof: CB =25 / CE = 15 / Total = 40 (66,67%)
arquigiovana: CB = ? / CE = ? / Total = 40 (66,67%)


Ranking em site muito mais completo veja o link:

https://sites.google.com/site/rankingtst/ranking-bb

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Prevenção nas empresas é sinônimo de benefícios para todos


A saúde e segurança dos funcionários estão diretamente relacionadas à “saúde da empresa”, por isso, a preocupação com a QVT - Qualidade de Vida dos Trabalhadores ganha cada vez mais destaque nos debates corporativos. Mesmo diante da constatação de que pessoas saudáveis são capazes de fortalecer a competitividade organizacional, uma pesquisa realizada por Ana L. França, pela USP, mostra que apenas 4% das empresas brasileiras mantêm programas de qualidade de vida para seus funcionários, refletindo diretamente na economia empresarial. Na América Latina, por exemplo, entre 27 e 68 mil trabalhadores são vítimas de acidentes fatais por ano e segundo a OIT – Organização Internacional do Trabalho, há uma estimativa de dois milhões de mortes/ano no mundo relacionadas ao trabalho, muitas delas decorrentes das más condições no ambiente empresarial.
O diretor de Planejamento Estratégico da ABRH–PR e mestre em Ergonomia, Giles Balbinotti conta que com base nos fatos e dados disponíveis, observa-se que as empresas brasileiras não estão investindo em ações preventivas de segurança e ergonomia como deveriam e na velocidade que precisariam. “O gerenciamento das ações preventivas é a chave para melhorar a saúde financeira das organizações e, hoje, as condições de trabalho e o seu estudo constitui-se em uma ferramenta de gestão para as empresas”, explica. Balbinotti complementa ainda que modelos e programas de segurança no trabalho precisam contar com o apoio efetivo da área de Recursos Humanos para serem colocados em prática. “Mais do que apoio, a decisão e a implementação destas ações, que visa à integridade física e mental dos funcionários é notadamente de responsabilidade desta área, afim de que as pessoas e as empresas tenham as performances e os resultados esperados no desenvolvimento diário”, explica.
Prevenção, correção e conscientização
Segundo o especialista, quando se fala em investimento em condições de trabalho, é possível considerar três vertentes: prevenção, correção e conscientização. “Particularmente, acredito em ações de prevenção já na concepção dos meios de trabalho e na conscientização das pessoas, pois quando atuamos fortemente nas etapas de projeto temos mais poder de reação e de resolução dos riscos de acidentes em potencial”, explica. Balbinotti comenta que a partir do momento em que a interação homem versus trabalho estiver adequada e adaptada de uma forma mais efetiva, haverá uma redução significativa dos riscos de acidente de trabalho, bem como das doenças ocupacionais. “Os investimentos em condições de trabalho não são necessariamente elevados. É verdade que existem investimentos em melhorias ergonômicas que demandam cifras importantes, mas também é possível organizar e adaptar postos de trabalho e deixá-los mais ergonômicos, simplesmente com equipes internas, boa vontade e renovação de materiais sucateados”, diz.
Para ele, a parceria entre a Ergonomia, a área de Saúde e Segurança, através do SESMT – Serviço Especializado de Segurança e Medicina do Trabalho, a CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e os departamentos de engenharia, produção e logística, “vão trazer resultados excelentes para a QVT – Qualidade de Vida do Trabalhador, o que é muito bom para o trabalhador e também para a empresa”, afirma.
Iniciativa empresarial
O Imtep é um exemplo de empresa que se preocupa com o investimento em programas de segurança. A sua atuação é direcionada para a Medicina e Segurança, Qualidade de Vida, Cursos e Treinamentos e Gestão de Serviços, e é considerada uma das mais importantes empresas de Saúde Empresarial do Brasil.
Com o objetivo de atingir de forma orientativa os gestores e colaboradores das empresas com as quais trabalha, bem como a equipe interna e parceiros de todas as áreas envolvidas com relação à importância da aplicabilidade da Segurança do Trabalho e seus benefícios, o Imtep idealizou a campanha Viva Seguro Imtep. “Estas ações, quando aplicadas, visam à integridade física e promovem a qualidade de vida do colaborador, minimizando despesas geradas quando eventos não previstos ocorrem”, explica o médico do trabalho e diretor do Imtep, Alexandre Berger.
Segundo ele, foram elaborados email-marketing orientativos, falando, por exemplo, sobre a importância da utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e comportamentos e atitudes de segurança fundamentais para prevenção. “Como realizar a gestão de segurança do trabalho dentro das empresas e a busca de novas soluções para minimizar os impactos financeiros e trabalhistas são os assuntos mais requisitados por nossos clientes. Além disso, nosso material tem servido de apoio e conscientização dentro das mesmas”, finaliza.

Fonte: http://www.paranashop.com.br/colunas/colunas_n.php?op=especial&id=31592

domingo, 29 de abril de 2012

Lançado Plano Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho


Composto por várias estratégias, Plano pretende integrar ações para melhores condições no ambiente e nas relações de trabalho

Brasília, 27/04/2012 – Ao participar da solenidade de lançamento do Plano Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho nesta sexta-feira, em Brasilia, o ministro interino do Trabalho e Emprego, Paulo Roberto Pinto, destacou a necessidade de garantir mais proteção aos trabalhadores no momento em que o mercado de trabalho pais se fortalece e aumenta. “O Brasil tem crescido e um dos setores mais vibrantes é o da construção civil. Nos últimos anos tivemos um avanço, mas temos que reduzir ainda mais a quantidade de acidentes de trabalho. Esse Plano, construído de forma tripartite, é um marco”, disse o ministro. 
Para o ministro, a inspeção de segurança e saúde tem sido importante no ambiente laboral.  Dados da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), do Ministério do Trabalho e Emprego, mostram que são realizadas, por dia,  cerca de 540 fiscalizações de Segurança e Saúde no Trabalho, mais de 130 mil auditorias por ano no Brasil. “O resultado de todo este trabalho aparece nos indicadores de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. O índice de mortalidade por acidente de trabalho vem sofrendo sucessivas reduções. Mesmo o número absoluto de acidentes por ano, que é sempre pressionado pelo aquecimento da economia e aumento do emprego formal, vem caindo”, afirmou o ministro. 
O índice de mortalidade por acidente de trabalho (relação entre o número de mortos por acidente para cada grupo de 100 mil trabalhadores), que era de 11,5 em 2003 chegou a 7,4 em 2010. Já o número absoluto de acidentes por ano passou de 756 mil em 2008; 733 mil em 2009; 701 mil em 2010, segundo dados dos Anuários Estatísticos de Acidentes do Trabalho.  
Em 2010, conforme números da Previdência Social, foram registrados 701.496 acidentes de trabalho; em 2009, foram 733.365, retração de 4,35%. Para o diretor do Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego, Rinaldo Marinho, a diminuição é resultado das ações públicas para prevenção de acidentes. “Entre 2003 e 2010, houve redução da taxa. Estamos fazendo um trabalho continuo para redução. A ocupação que mais sofre acidentes é a de motorista de caminhão; por atividade econômica, 22% das ações de inspeção em segurança e saúde no trabalho são na industria da construção”, informou.  
Com o auditório lotado, o lançamento do Plano Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho contou com a presença de representantes do governo, trabalhadores e empregadores, além da Fundacentro, Organização Internacional do Trabalho (OIT), AGU, TST e MPT.  
Ao final do evento, houve apresentação dos alunos vencedores do concurso nacional de segurança e saúde no trabalho promovido pelo SESI – categoria música. 
Grupo Móvel - O aquecimento da indústria da construção, impulsionado pelas obras de infra-estrutura energética (hidrelétricas, refinarias), logística (portos, estradas e rodovias) e urbana(obras preparatórias para a Copa do Mundo) levou o Ministério do trabalho à criação do Grupo Móvel de Auditoria de Condições de Trabalho em Obras de infra-estrutura, composto por uma equipes de auditores fiscais do Trabalho, responsável pela auditoria de segurança e saúde nas grandes obras. Para 2012, estão programadas mais de 30 operações. 
Os dados de acidentes apontam que motorista de caminhão é a ocupação com maior número de acidentes de trabalho fatais no Brasil. O Grupo Especial de Fiscalização de Empresas de Transporte Rodoviário de Cargas (GETRAC) atua com foco na jornada de trabalho e períodos de descanso, visando à prevenção dos acidentes nas rodovias. 
Em novembro do ano passado, foi publicado o Decreto que aprova a Política Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho (PNSST), fruto do esforço conjunto entre os Ministérios da Previdência Social, Saúde e Trabalho e Emprego.  O Plano, que é consquencia do decreto, é formado por oito objetivos, dentre eles a adoção de medidas especiais para atividades com alto risco de doença e acidentes, o plano é composto por estratégias que deverão ser cumpridas num período de curto, médio e longo prazo.


Fonte: http://portal.mte.gov.br/imprensa/lancado-plano-nacional-de-seguranca-e-saude-no-trabalho.htm

domingo, 22 de abril de 2012

Perícia Técnica realizada por fisioterapeuta do trabalho não leva a cerceamento de defesa



20/04/2012 - A Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST), por unanimidade, não conheceu (rejeitou) o recurso apresentado pelo Banco Safra S.A. pelo qual buscava a declaração de nulidade de uma perícia técnica que teria ajudado a comprovar o nexo de causalidade entre as atividades desenvolvidas por um bancário e a sua doença ocupacional.
Em seu pedido inicial na reclamação trabalhista ajuizada em busca de reparação, o bancário descreveu que em função de suas atividades teria desenvolvido LER/DORT nos ombros braços e punhos. Após ter suas atribuições modificadas pelo banco apresentou piora em seu quadro clínico, vindo a se licenciar por ordens médicas por oito dias. Após um período nessa situação acabou sendo dispensado pelo banco.
O laudo contestado fora expedido por uma fisioterapeuta do trabalho devidamente registrada no Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) de Pernambuco (PE). No caso conforme consta da decisão regional a fisioterapeuta havia sido nomeada pelo juiz para verificação do nexo de causalidade a pedido do próprio banco para complementação de provas.
O Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (PE) não acatou o pedido do banco. Segundo o acórdão regional a profissional estava inscrita no COFFITO e, portanto, habilitada para analisar e emitir relatórios e pareceres de análise ergonômica, bem como estabelecer o nexo de causalidade para distúrbios de natureza funcional conforme disciplina a Resolução nº 259/03do conselho profissional. No caso, a fisioterapeuta havia sido nomeada para complementar a prova existente nos autos que já continha exames e laudos médicos, emissão de CAT e concessão do benefício previdenciário.
O acórdão Regional destacou que o laudo emitido pela fisioterapeuta como forma de prova pericial serviu apenas como um dos elementos utilizados na formação do livre convencimento do juiz já que o caso se tratava de doença profissional relacionada com a possibilidade de ausência de medidas preventivas no ambiente de trabalho.
Nas razões apresentadas no recurso de revista o banco sustentou que a decisão regional havia violado o artigo 5º, LIV e LV, da CF. Para a defesa do banco o nexo de causalidade não poderia ser atestado pela profissional de Fisioterapia do Trabalho, por não ter esta capacidade e habilitação técnica para ajudar o juiz a formar seu convencimento. Com estes argumentos pedia a nulidade da perícia por cerceamento de defesa.
O ministro relator Aloysio Corrêa da Veiga observou que segundo consta do acórdão regional ficou comprovado que foram utilizados outros meios de prova, além da perícia para o convencimento motivado do juiz. Dessa forma, em virtude do princípio do livre convencimento motivado do juiz, não entendeu como violados os princípios constitucionais do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal alegados.
 (Dirceu Arcoverde)                          
O TST tem oito Turmas julgadoras, cada uma composta por três ministros, com a atribuição de analisar recursos de revista, agravos, agravos de instrumento, agravos regimentais e recursos ordinários em ação cautelar. Das decisões das Turmas, as partes ainda podem, em caso de divergência jurisprudencial, recorrer à Subseção I Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1).
Esta matéria tem caráter informativo, sem cunho oficial.
Permitida a reprodução mediante citação da fonte
Secretaria de Comunicação Social
Tribunal Superior do Trabalho
Tel. (61) 3043-4907

terça-feira, 17 de abril de 2012

O futuro do SESMT. O Fisioterapeuta estará lá?


Quando o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT), foi criado em 1967, pelo Decreto-Lei 229 – tendo sido regulamentado em 1972 pela Portaria nº3237, o Fisioterapeuta não foi incluído no quadro de especialidades da NR-4. Hoje com a modernização de equipamentos e maquinário, e os altos índices de acidentes de trabalho no Brasil, fazem com que os prevencionistas do país repensem a NR-4, aonde a eficácia do modelo adotado há 32 anos, divide a opinião de prevencionistas. Enquanto uns defendem que o serviço é inadequado e ultrapassado para a realidade laboral atual, outros acreditam que ele atende às necessidades impostas pelo mundo do trabalho. Sendo assim as questões que permeiam os debates, diz respeito à inserção de outros profissionais no SESMT, além dos já exigidos, isso porque alguns prevencionistas defendem que os problemas do mundo do trabalho atingem questões que exigiriam a presença de fisioterapeuta e outros profissionais na equipe, como cita o especialista em Medicina do Trabalho e vice-presidente da Região Sudeste da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT), Aizenaque Grimaldi, na reportagem de Maria Cardoso, Edição 227 da Revista Proteção de Novembro de 2010; que a estrutura profissional apresentada hoje no SESMT é insuficiente para atender as demandas dos trabalhadores. “Hoje não da para se pensar em um serviço em que não se tenha incorporado fonoaudiólogo, fisioterapeuta, psicólogo e até mesmo odontólogo do trabalho”.


O presidente da Associação Brasileira de Fisioterapia do Trabalho, Eduardo Ferro, defende a organização de um modelo de SESMT mais especializado, com a presença de profissionais com título de especialistas, como os fisioterapeutas e fonoaudiólogos do trabalho “Estes são voltados à antecipação de problemas específicos de suas áreas, que integrados, podem contribuir com as empresas. Das especialidades profissionais, estas são as que possuem tratativas específicas de ruído e de biomecânica ocupacional (não só as questões LER/DORT, mas também de inclusão de deficientes no trabalho) são atualmente as mais requisitadas.

Com isso as discussões para a atualização do documento se estendem e o Grupo de Trabalho Tripartite (GTT), composto por representantes do governo, empregadores e empregados, não chegam a um consenso quanto às discussões de atualização da norma. Prevencionistas de todo o país ainda divergem sobre o futuro do serviço no Brasil, assim continuaremos trabalhando para que possamos ter incluso no SESMT, NR-4, o Fisioterapeuta do Trabalho, com o intuito de zelar pala saúde do trabalhador.

Fonte: http://www.fisioworkrs.com.br/php/novidades.php?novidade=67

quarta-feira, 21 de março de 2012

Fisioterapia do Trabalho quer inserção no SEESMT. (NR4)



ENTREVISTA
ESPAÇO CONQUISTADO

Por Juliano Rangel
Foto: Juliano Rangel

Fisioterapia do Trabalho quer atuação multiprofissional e inserção na NR 4

Enquanto esteve à frente da Abrafit (Associação Brasileira de Fisioterapia do Trabalho), gestão 2010/2011, o fisioterapeuta do Trabalho Eduardo Ferro dos Santos procurou fortalecer uma aproximação com as demais entidades da área prevencionista como, por exemplo, o Ministério do Trabalho, as associações profissionais, dentre outras de interesse mútuo, com o intuito de instigar a participação multiprofissional. A ação vem ao encontro do desejo da categoria de ser incluída na NR 4. Eduardo, que considera a NR 4 uma norma defasada, acredita que a inserção dos profissionais da Fisioterapia do Trabalho agregaria valor ao SESMT, visto a sua competência em questões ergonômicas e de acessibilidade. Segundo ele, este é o novo foco da Abrafit que, até então, estava mais concentrada em ações para regulamentar a profissão.

A resolução que reafirma a competência do fisioterapeuta para a prática da ginástica laboral estava entre estas conquistas. De acordo com ele, a atividade vive um momento de grande desenvolvimento, principalmente depois da publicação da nova NR 12 (Máquinas e Equipamentos), que dedica em torno de 50% do seu texto para questões de caráter ergonômico. Para poder se dedicar com maior ênfase ao planejamento de eventos técnicos de aperfeiçoamento profissional da categoria, Eduardo Ferro optou por passar o cargo de presidência da Abrafit ao seu então vice-presidente Arquimedes Augusto Penha durante o 3º Congresso da entidade, realizado entre os dias 20 e 21 de outubro. Com a mudança, ele passa a ser o diretor científico.

Revista Proteção: Como o senhor analisa a Fisioterapia do Trabalho atualmente, considerando que ela tem evoluído muito nos últimos anos?

Eduardo Ferro dos Santos: A Fisioterapia do Trabalho começou com uma prática mais genérica da fisioterapia com a presença do fisioterapeuta nas empresas. Agora ela caminha para a especialidade. Temos os especialistas em Fisioterapia do Trabalho. Com isso, nós não colocamos nas empresas profissionais que não sejam realmente capacitados. Para ser um fisioterapeuta do Trabalho, é preciso buscar toda a especialização, qualificação, titulação, que vai diferenciá-lo da Fisioterapia tradicional, que é uma área de bastante valor, porém, para entender os problemas dentro de uma organização é preciso capacitar-se. Buscamos a qualidade dessa capacitação, com propostas de certificação de curso e de pessoas, e nossa futura inserção dentro da NR 4.